03/09/2010 - 07:31 (atualizada em 03/09/2010 07:33)
Segundo o contador, outros dados foram pedidos por cerca de seis pessoas no lote junto aos de Verônica, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, fazia parte desse grupo que solicitou as informações. O contador afirmou, de acordo com a “Folha”, que Cabral dizia que essas pessoas pediam pressa na obtenção dos dados.
O office-boy é filiado ao PV, já trabalhou de motorista e afirmou ao “Jornal Nacional” que “desconhece totalmente” o pedido de cópia do Imposto de Renda de Verônica.
A reportagem do jornal, informou que Atella pediu R$ 10 mil para falar detalhes de todo esse processo. "Estou tentando ganhar dinheiro com essa ignorância jornalística. Vão pagar para obter informação". No entanto, não houve pagamento e ele ameaçou processar meios de comunicação que utilizassem informações sobre as ações que ele enfrenta na Justiça e os números dos CPFs que ele usou.
Nota da DS-Manaus/AM: o interessante desta reportagem é que não condiz com a reportagem apresentada pelo jornal da Globo "Bom dia Brasil", onde o repórter Cesar Tralli entrevistou o contador, segue a transcrição da conversa:
O homem que usou a procuração falsa para retirar da Receita as informações sigilosas de Verônica Serra é o contador Antônio Carlos Atella Ferreira. Ele diz que agiu a mando de terceiros.
Em entrevista ao repórter César Tralli, Antônio afirma que a encomenda fazia parte de um lote e que ele não se deu conta de que se tratava da filha de José Serra.
César Tralli: Foi o senhor que falsificou a assinatura da dona Verônica Serra?
Antônio Carlos: Se fosse eu, o senhor acha que eu teria assinado, que teria retirado o documento?
César Tralli: Foi o senhor que falsificou os carimbos do tabelião e o reconhecimento de firma?
Antônio Carlos: Se fosse eu, o senhor acha que eu teria assinado a retirada dela?
César Tralli: Se não foi o senhor, quem foi que fez isso?
Antônio Carlos: Eu lembro que pessoas pediam lotes e essas pessoas pertenciam a um seleto grupo de meia dúzia de pessoas que pediam.
César Tralli: Que são o que?
Antônio Carlos: São contadores, advogados, contadores que tem escritórios maiores, advogados.
Antônio Carlos cita apenas um nome: Ademir.
César Tralli: O Ademir comentou com o senhor que esse documento teria um uso político?
Antônio Carlos: Nunca na vida.
A colega de escritório de Ademir, Helena Barbosa, duvida que Ademir Estevam Cabral seja o autor da falsificação. "O Ademir não sabe nem escrever direito, como ele vai falsificar alguma coisa? O Ademir é um tipo de um boy. Ele vai, pega os documentos dos advogados e vai protocolar".
Por telefone, Ademir disse que não passou por ele o pedido de cópia de documentos em nome de Verônica Serra e nem foi ele quem falsificou a assinatura dela. "Isso ai eu desconheço, desconheço totalmente".
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