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6 de setembro de 2010

UMA PEQUENA HISTÓRIA DO CNRE.

Depois de um dia no qual a duração dos trabalhos passou de 12 horas (sim! Podem acreditar, repito, 12 horas, aí ouço neste momento os mais cruéis dizendo: “CNRE em véspera de feriado serve só pra passear”) admito que já estava cansado quando o Presidente da mesa, Gerônimo Sartori, anunciou que iríamos para a última deliberação, já estávamos assim com a marcação de 20:00 hs do domingo.

Com a notícia de “quase” final de trabalhos o colega Bruno Zampieri lembrou a todos que ainda teríamos a leitura da Ata e a sua aprovação, mesmo com essa última informação os ânimos sindicais se revigoraram e o ar do ambiente se “encheu” de energia, como de um corredor de maratona no seu “sprint final” nos últimos metros da corrida.


Falei em ar do ambiente? Em meio ao último suspiro de esforço sindical um “tsunami gasoso” começou a varrer o recinto, de sua parte frontal até a sua área final. Em português claro: o fedor veio “lá da frente” e invadiu “lá atrás”. Se a movimentação daqueles que estavam na plenária tivesse sido objeto de ensaios, não teria conseguido uma tão perfeita harmonia de levantar das cadeiras.


Do “marco zero”, como num balé, um a um foi levantando-se de seu lugar e, com certa urgência, procurava a saída mais próxima. Como disse antes, a onda de choque se propagou da frente para o final da sala. Todos foram vitimados por um odor insuportável que tomou conta do ambiente e simplesmente, sem uma deliberação da mesa, fez com que a plenária fosse esvaziada e o CNRE interrompido. Nem o “capitão do barco”, que como se diz tem que afundar com seu navio, suportou a “bomba de efeito moral (mortal)” e se retirou com os demais.


Explicações para o ocorrido foram várias e acho que quase a Corregedoria foi acionada, mas foi inevitável não lembrar das afirmações feitas pelo Presidente Hélio Bernardes na manhã do mesmo dia: “... são cagões” (cabe aqui dizer que o contexto da afirmação do Presidente deve ser cobrado de cada Delegado, Suplentes e Observadores que estavam presentes no CNRE). Será que Bernardes, do alto de sua experiência, já estava prevendo a atuação dos “cagões”?.


Fica aqui somente uma observação: o único que demonstrou tranqüilidade na hora do acontecimento foi o “Serjão”. Que do seu lugar não se mexeu, ficando impassível diante dos fatos. O porquê? Não sei! mas o que sei é que nos corredores “sussurros” e “vozes do além” incriminavam nosso nobre colega do RS. Quanta injustiça. Outra observação: o fato não consta na Ata, quem quiser pode reclamar.


Caros colegas Analistas fica aqui este pequeno relato, onde muitos poderão dizer que não passa de uma bobagem, mas que para mim fez parte dos dois dias de trabalhos que participei no 50° CNRE. Evento onde assuntos de extrema importância foram discutidos e decisões foram tomadas, algumas das quais ainda não posso repassar aqui neste blog, porém sei que, certamente, serão divulgadas para a base nas próximas assembléias a serem realizadas aqui em Manaus e em outros estados.


Um abraço à todos.


Moisés Boaventura Hoyos.


Seguem algumas fotos do evento.

Os sobreviventes do "holocausto".

Marco Avelino, Delegado Sindical de Manaus e Marcelo Gomes da Rocha, Delegado Sindical de Pernambuco (concorrendo à reeleição).

DS-Manaus/AM se confraternizando com a DS/Pernambuco.


Hélio Bernardes à plenos pulmões.



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