A proposta de reajuste salarial do governo para o serviço
público será revelada no próximo dia 15. A promessa é do secretário de recursos
humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, e foi feita na
quarta-feira (6), durante reunião com representantes de classe das principais
categorias do Executivo. Segundo Duvanier, hoje o governo não tem como atender
integralmente as reivindicações gerais e as específicas de cada categoria.
“Precisamos levar em conta o que foi feito no passado e as distorções atuais
para analisar quanto pode ser oferecido”, afirmou.
De acordo com o MPOG, para atender as reivindicações
específicas, seriam necessários 19 bilhões de reais. Esse valor sobe para 50
bilhões quando acrescentados o pedido de ajuste linear para recomposição de
perdas inflacionárias e as parcelas de acordos que ainda não foram honradas. Sem
ter como atender estes pedidos imediatamente, o governo pretende priorizar a
correção das distorções atuais, favorecendo as categorias que tiveram menores
ganhos em negociações passadas.
As entidades presentes concordaram que as distorções atuais
precisam ser corrigidas e que a implementação de política salarial linear para
reposição de perdas inflacionárias não pode interferir no processo de
negociações individuais. A preocupação geral agora é chegar a acordo em relação
aos reajustes a tempo de encaixar as propostas no projeto de Lei Orçamentária
Anual, que deve ser encaminhado no Congresso Nacional até o dia 31 de
agosto.
A presidente do SINPECPF, Leilane Ribeiro de Oliveira,
alertou Duvanier sobre a necessidade de que o Planejamento apresente números
concretos na reunião do dia 15. “Nossas propostas já foram apresentadas. Chegou
a hora de conhecermos a proposta do governo”, ressaltou. A presidente também
teceu crítica sobre a exposição de números frios por parte do Planejamento. “É
necessária contextualização. No caso específico do PECPF, as demandas poderiam
ser atendidas caso o governo eliminasse a terceirização irregular no
órgão”.
Duvanier respondeu afirmando que o contexto de cada
categoria será levado em conta na hora de oferecer a proposta. “Queremos
corrigir distorções como a enfrentada hoje pelo PECPF”, assegurou.
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