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22 de junho de 2014

Em dois dias, 2,1 mil entraram no Brasil por Uruguaiana, fronteira com Argentina

É intenso o movimento na aduana de Uruguaiana, extremo oeste do Rio Grande do Sul. Entre sexta-feira e às 19h30min deste sábado, 2.160 pessoas ingressaram no Brasil pela cidade gaúcha, na divisa com Paso de los Libres, na Argentina. A Polícia Federal não conta com um relatório que estratifique a nacionalidade de todos os migrantes, mas a imensa maioria, garante a corporação, é de argentinos em viagem a Porto Alegre. O motivo da jornada é a Copa, que levará a seleção da Argentina a jogar contra a Nigéria no estádio Beira-Rio na próxima quarta-feira.

As autoridades informam que o fluxo na sexta-feira foi maior por ter sido feriado no país vizinho. O movimento mais intenso deverá ocorrer entre segunda e terça-feira, véspera do jogo. Uma força-tarefa está em andamento na aduana de Uruguaiana, onde atuam conjuntamente quatro órgãos de fiscalização: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Nos últimos dois dias, nenhuma das 2.160 pessoas que cruzaram a fronteira foi deportada por estar na lista de barrabravas impedidos de entrar no Brasil. A Polícia Federal confirma que 2,1 mil argentinos constam na listagem dos proibidos de ingressar em território brasileiro por envolvimento em episódios de violência em estádios de futebol. São os conhecidos barrabravas.

Ao chegar na aduana, os estrangeiros passam por uma primeira vistoria da Polícia Rodoviária Federal. São revistadas as condições de segurança do veículo, documentação dos viajantes e obrigações legais como a apresentação do seguro internacional, a chamada “carta verde”. O passo seguinte é passar no balcão de migração da Polícia Federal. São preenchidos formulários e, caso o sistema aponte o indivíduo como integrante da lista de barrabravas, ele é deportado imediatamente. Até o momento, nove argentinos barrabravas foram impedidos de entrar no Brasil. Todos eles foram pegos na aduana de Uruguaiana, rota mais usada pelos argentinos. Somente no Rio Grande do Sul, a Polícia Federal também conta com postos de migração em São Borja, Aceguá, Santana do Livramento, Jaguarão, Chuí, Quaraí, Barra do Quaraí, Porto Mauá e Porto Xavier.

O movimento mais intenso é de carros. A maioria dos argentinos entra no Brasil com os veículos particulares. A ANTT informa que 15 ônibus fretados solicitaram antecipadamente a autorização de viagem para entrar no país da Copa nos próximos dias. O número real de coletivos que irá cruzar a fronteira, contudo, deve ser maior. Isso porque eles são admitidos na aduana se mostrarem somente a autorização da Comissão Nacional de Regularização e Transporte (CNRT), órgão correspondente à ANTT na Argentina. Os servidores da aduana destacaram um movimento considerável de chilenos que optou por Uruguaiana para entrar no Brasil. O fato é atribuído às chuvas que causaram destruição no Paraná, rota mais atrativa para eles, nos últimos dias.

Fonte: DC


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